Angelina Jolie cinema

Nem tão má

22:49Guilherme Correa

Um minuto para o início da sessão. Refri em mãos, poltrona escolhida, é sentar e curtir “Malévola”. Sou daqueles que odeia estar atrasado pra qualquer situação. E pouco importa o comercial: chegar ao cinema antes da luz apagar é missão dada e sempre, até hoje, cumprida!


Menos esbaforido por correr até o shopping, sossego. Coloco os óculos 3D e vejo o símbolo da Disney vindo em minha direção. A parte visual é realmente mágica. O diretor Robert Stromberg estreia no cargo após anos de experiência premiada em efeitos visuais. Aqui ele tem a missão de tornar a história da Bela Adormecida em algo mais interessante, menos insosso, tudo através da visão da “bruxa” que dá nome ao filme.


A apresentação da protagonista é rápida. Malévola sempre foi uma fada boazinha até ser traída por quem amava. A atriz mirim que interpreta a personagem é bastante carismática, mesmo com poucos minutos em cena. Mas é quando Angelina Jolie surge que a tela se enche de emoção e carisma, deixando o público suspirando. “É linda, né?”, disse a amiga pra vizinha de poltrona. Beleza e talento não faltam e é Angelina quem carrega o filme nas costas com asas arrancadas. A cena em que ela acorda e se descobre sem o adereço mostra muito da atriz.

Ao longo da história descobrimos que a fada, de vingativa a arrependida, acompanha de perto e com carinho o crescimento da princesa Aurora. Elle Fanning cumpre bem o papel, mas não adianta, é Angelina quem rouba toda a atenção. Na risada, nos trejeitos, no olhar, a veterana mostra que foi a escolha certa para o papel. O companheiro Diaval, pássaro/homem, merecia mais destaque. Sempre que surge, diverte!


Mas e o resto do filme? Tudo segue na mesma rapidez da apresentação da Malévola. Quando notamos, Aurora já espetou o dedo e cai em sono profundo. Como a história não é focada nela, o sono eterno dura quase nada. Após o beijo do amor verdadeiro começa o final apoteótico que assola muitos filmes. Fogo, guerra, ressurreição, tudo nos últimos minutos. Daí todos se resolvem e o filme termina. Emociona? Sim. Engraçadinho? Sim. Marcante? Nem tanto. Mas ver a Disney apostar numa “vilã” e Angelina interpretando Malévola já pagam, e muito, o ingresso e a experiência.

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