Patricia Cornwell tem quase 20 livros lanƧados. A maioria deles com a mĆ©dica-legista Kay Scarpetta como principal personagem. Uma mulher de fibra, casada, com mais de 40 anos e que usa a tecnologia forense pra desvendar os casos expostos pela sĆ©rie. NĆ£o conhecia o trabalho de Patricia e, um dia, sem pretensĆ£o, decidi comprar “O Fator Scarpetta”, lanƧado em 2013 no Brasil.
“O Fator Scarpetta”, PatrĆcia Cornwell, 2013. 400 pĆ”ginas, Editora Paralela.
A primeira dúvida era se eu sentiria falta de ler os outros 16 livros que acompanham a vida de Scarpetta. Não, se você não conhece a obra, poderÔ desfrutar sem problema nenhum. O volume deixa claro quem é a personagem principal, quais as funções que ela cumpre e todo o ambiente dentro e fora do trabalho vivido por Scarpetta. Aqui, ela precisa desvendar, com ajuda de outros profissionais, uma morte e um desaparecimento, além de lidar com a fama repentina ao participar de um programa sobre medicina forense na CNN. Fama que complicarÔ o serviço.
O que mais me chamou a atenção Ć© a maneira simples com que a história se desenrola. Num primeiro momento, o leitor pode ficar um pouco confuso com duas histórias paralelas acontecendo ao mesmo tempo. Mas tudo Ć© escrito de forma clara, objetiva e mesmo com tantos personagens Ć© possĆvel se situar a todo o momento graƧas Ć literatura Ć”gil e fĆ”cil de Patricia.
Como em muitos romances policiais, algumas situações parecem forçadas, totalmente ficcionais. Porém, nada que tire a graça do livro, que farÔ o leitor correr atrÔs de outros volumes da série. Eu, com certeza, vou atrÔs das minhas cópias.
Curti: A escrita Ɣgil e fƔcil torna o livro divertido e a leitura gostosa.
Não curti: O final chega de forma rÔpida, se desenrola ligeiramente. Poderia ser melhor trabalhado.
