cinema Melissa McCarthy

Carisma e talento

17:47Guilherme Correa

Carisma é tudo na carreira de qualquer artista. Com ele, é possível construir uma imagem e se aproveitar dessa qualidade na conquista dos fãs. Quem acompanha Melissa McCarthy, desde a série “Gilmore Girls” (2000-2007), sabe que o carisma da atriz faz com que o expectador simpatize logo de cara com os personagens que ela interpreta. Mas foi interpretando Megan, no divertido “Missão Madrinha de Casamento” (2011), que Melissa se coloca como uma das principais comediantes da atualidade. Papel que rendeu uma indicação ao Oscar, coisa rara com mulheres em papéis cômicos. 


Uma das aventuras mais recentes de Melissa é no filme “Uma Ladra Sem Limites”. No longa, ela rouba a identidade de um pai de família após um simples telefonema e se aproveita da grana pra poder bancar seus exageros de consumo. Tudo vai bem pra ladra até que a vítima descobre o rombo e vai atrás dela pessoalmente pra reaver o dinheiro. 

Claro que Melissa é o grande destaque. Jason Bateman, a vítima, aparece como escada pra que ela aproveite as melhores piadas e os melhores momentos. Até porque o ator está aqui como em todos os filmes em que participa. Nada demais, nada de menos. Tem ainda Amanda Peet, pros fãs de Jack and Jill, que continua linda. 


O longa é dirigido por Seth Gordon, de Quero Matar Meu Chefe (ótimo filme, por sinal), e mistura cenas engraçadas com road movie, ação e claro, uma dose de drama. Essa dose de drama achei bem desnecessária, mas não faz com que o filme perca a graça. Não é nenhuma novidade nos filmes do gênero, mas explora bem o que Melissa tem de melhor: carisma e talento. 


Ainda estamos a espera do lançamento de “As Bem-Armadas”, em que Melissa se junta a outra queridinha das comédias, Sandra Bullock. 

Curti: A sequência em que a personagem de Melissa é desmascarada em plena rodovia pela vítima. Une ação e comédia, num ritmo muito bom. É rápida e divertida. Ponto pros atores e pra direção. 

Não curti: O drama que aparece antes do fim de "Uma Ladra Sem Limites". Mas a conclusão é muito boa. A última cena, por exemplo, é dramática, sem ser piegas. Mas é bem no finalzinho mesmo.

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