Curitiba Inquilina.

Pedindo pra ficar

17:00Guilherme Correa

Talvez você ainda não a conheça, mas Vilma Ribeiro não é novata na arte da música. A cantora, compositora e instrumentista de Curitiba fez parte de duas bandas, Namastê e Risoflor, e lançou o primeiro EP solo em 2011. Figura marcante, principalmente nos palcos do Paraná, Vilma mostra com o primeiro CD que está pronta pra alcançar públicos ainda maiores.


O álbum, que leva o mesmo nome da cantora, resume bem as influências que ela já apresenta ao vivo. Estão ali o jazz e o blues, que se encaixam no vocal marcante de Vilma, numa levada pop que aumenta ainda mais possibilidades pra produção. “Inquilina”, single de divulgação, abre o CD de forma imprevisível, tem letra inspirada e instrumental forte, com destaque pra bateria. A mesma força segue pela primeira metade do álbum. “Escolho Você” é radiofônica, com refrão doce e que exalta as mudanças existentes em um longo relacionamento.


A regravação de “Não há nada mais lindo”, ganha um arranjo elaborado, trazendo ar novo à composição de Leo Fressato. “Danço” é animada e lembra bastante a proposta que Tiê apresentou em seu último álbum, “A Coruja e o Coração”. O charme de “Danço” está na adição de um acordeon e, mesmo assim, a música não destoa do álbum, que segue coeso até o fim melancólico de “Tanta Pressa”.



“Bring some care”, única música em inglês, é a que mais se aproxima do jazz, destacando o trompete e as harmonias, que contam com uma voz masculina. Harmonias que poderiam aparecer mais durante a audição. Talvez um risco evitado pra não pecar pelos excessos.

Em 10 músicas e pouco mais de 30 minutos, Vilma Ribeiro consegue mostrar personalidade sem exageros ou firulas, presentes em trabalhos de cantoras do mesmo gênero. Uma tarefa nada fácil, mas que aqui tem a dose certa pra conquistar novos fãs.


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