cinema Invocação do Mal

Invocando pesadelos

10:26Guilherme Correa

De vez em quando, somos surpreendidos e de forma positiva. “Invocação do Mal” é um exemplo. Está difícil encontrar um suspense/terror de qualidade, que consiga manter a atenção do telespectador durante toda a produção, sem apelar com cenas de sangue e tortura. “Invocação do Mal” consegue isso e muito mais. Com certeza merece todo o buzz de quando foi lançado nos EUA.


A história é baseada em fatos reais dos demonologistas Ed Warren e Lorraine. Eles são chamados para investigar o suposto caso de possessão na casa de uma família. Lá, se deparam com uma série de eventos que assombram pai, mãe e cinco filhas. (Ed já faleceu, Lorraine continua viva e histórias sobre o casal podem ser encontradas pela internet. Entre os casos famosos que eles participaram está o de Amityville.)

A direção de James Wan e o roteiro de Chad Hayes e Carey Haye é um trabalho vencedor desde o início. Primeiro, somos apresentados a outro caso resolvido por Ed e Lorraine envolvendo Annabelle, uma boneca assombrada. História que por si só é aterrorizante e é contada pra assustar qualquer espectador. (Annabelle também existe! Se tiver coragem pra conhecer a história, só clicar aqui.) Logo depois, a família com problemas entra em cena.


Ao apresentá-la, o filme faz com que você se simpatize por cada membro do clã. A casa é muito bem explorada, com tomadas que mostram todos os ambientes. Mas esse ar mais romântico dura muito pouco. É quando uma brincadeira simples, de esconde-esconde se transforma em momentos de tensão. Sensação que vai durar durante todo o restante da produção. E o melhor, de forma inteligente, sem apelações, como escrevi antes. O trunfo não está nas sombras, em cortes rápidos, efeitos de som ou imagem. A direção não tem medo em mostrar o que provoca medo, forçando o espectador a ter reações bem próximas das enfrentadas pelos personagens. É quando a casa ganha um ar tenebroso.


O elenco foi muito bem escolhido, principalmente Patrick Wilson e Vera Farmiga, que dão vida ao casal de demonologistas, e a mãe da família, interpretada por Lili Taylor. As crianças convencem e o cenário, interno e externo da casa, reproduz o clima necessário para o gênero. Um acerto de todos os envolvidos que tornam “Invocação do Mal” uma experiência desconcertante. 

Curti: “Invocação do Mal” é tenso. O início do filme, quando aparece o nome do longa, já dá um susto daqueles. Não usando técnicas já conhecidas, mas mostrando o que vamos assistir pelos próximos minutos. 

Não curti: A cena final é mais do mesmo nos filmes de possessão. Não traz nada de novo, mas conclui bem o filme. E sim, terá uma sequência. Precisa mesmo?

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