DeckDisc Karol Conká

Seja o que quiser ser

10:41Guilherme Correa

Ganhar um prêmio de música no Brasil pode não ter o mesmo peso que um Grammy, mas com certeza a curitibana Karol Conká, revelação no prêmio Multishow deste ano, poderá aproveitar o buzz dessa vitória. Pra quem conhecia o trabalho da cantora, nenhuma surpresa. Caminho nada fácil de trilhar, ainda mais numa área predominantemente masculina.


O primeiro álbum, “Batut Freak” (2013), é um delícia, mesmo pra quem não é fã de rap. Karol, com a ajuda do produtor Nave, traz o melhor do estilo, com influências modernas, dosando entre o tradicional e a mistura de sons. Tem pop, uma pitada de dubstep, soul e funk carioca. A produção é, de longe, uma das melhores do gênero já lançadas nos últimos anos. Ainda mais num cenário mainstream, dominado por Marcelo D2. Nada contra, mas faltava esse ar novo, um diferencial, e Karol mostra que pode muito bem suprir essa lacuna, além de ter uma imagem cativante.



Mesmo que algumas (poucas) letras ainda não demonstrem a mesma força que as batidas, o álbum diverte e é pra ser escutado no último volume. A abertura com” Corre, Corre Erê” dá o tom. “Bate A Poeira” é a minha preferida, ao lado da regravação de “Caxambu”, samba de Almir Guineto em roupagem que deve encher de orgulho o músico.


Karol não é mais uma aposta, mas uma certeza no gênero rap. Seja muito bem-vinda!


Curti: “Batuk Freak” é coeso, divertido e mostra todo o potencial de Karol Conká. 

Não curti: Só faltou no álbum a dobradinha com o Boss In Drama, “Toda Doida”, com certeza uma das músicas que poderia agitar o verão 2014 no Brasil.


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