Cassandra Clare cinema

Mais um

07:30Guilherme Correa

Depois das sagas Crepúsculo, Harry Potter e Jogos Vorazes, o cinema corre pra encontrar outra franquia que consiga arrecadar bilheterias astronômicas. Pra isso, não faltarão rostos bonitos em histórias fantasiosas, mesmo que muitos dos personagens já explorados, como lobisomens e vampiros, reapareçam. O mais recente filme desse tipo atende por “Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos”, baseado no livro de Cassandra Clare. 


No longa, Clary, interpretada por Lily Collins, é levada, após um assassinato, a entrar no mundo dos caçadores das sombras, do qual ela faz parte, mas não sabe. Nesse mundo, nem tão distante do plano terrestre, existem os tais caçadores, demônios, e claro: vampiros e lobisomens. Um monte de gente que veste preto, tem tatuagens e luta pra tentar manter uma ordem.


Admito que num primeiro momento achei a história confusa, com tantos elementos. Mas logo a ação, comum do gênero, toma conta e tudo parece se encaixar. O que também chama a atenção é a quantidade de cenas de violência e da exploração de temas como homossexualidade, nada comum nos filmes do tipo, que parecem apostar mais no romantismo. Sem esquecer a preocupação de ter a produção censurada para o público em geral, gerando perdas na bilheteria. 

O ponto negativo fica por conta do elenco, fraco e sem grandes destaques. Lily Collins foi uma boa escolha, mas precisa melhorar pra convencer o espectador. Jamie Campbell Bower, que participou da saga Crepúsculo, é um canastrão jovem que se aproveita da beleza. Já a mitologia por trás da história é interessante e me pareceu explorada de forma rasa, provavelmente pra ser mais bem aproveitada nas próximas sequências. 

No mais, “Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos” não traz novidades, mas é um bom passatempo sem criar grandes expectativas. Só gostaria que, além de vampiros e lobisomens, existisse mais criatividade no mundo da literatura e do cinema jovem. 


Curti: A tentativa de criar histórias mais complexas, mesmo que tratadas de modo superficial, como a homossexualidade e a mitologia dos caçadores de sombras. Também vale destacar as cenas com mais violência, demonstrando coragem da produção em apostar num público mais velho. 

Não curti: O elenco é fraco demais, caricato demais. A trilha sonora, melosa nos momentos românticos, não ajuda e deixa as cenas bregas. 

Você também pode gostar

0 comentários