Alfred Hitchcock cinema

Uma faca, o chuveiro, o mito

17:22Guilherme Correa

O filme foi lançado no ano passado, mas só consegui assisti-lo agora. “Hitchcock”, que conta um pouco da história do diretor britânico, se passa durante o processo de criação de “Psicose” (1960) – uma obra-prima do cinema. Pra quem ainda não assistiu, “Psicose” é o longa que tem a famosa cena do chuveiro, em que a mocinha é apunhalada diversas vezes, ao som de uma trilha sinistra.

Criatura e Criador

Até hoje, muito se fala sobre a fama de Alfred Hitchcock dentro ou fora dos estúdios. Além do cinismo, o diretor também era conhecido por maltratar seus atores, principalmente as mulheres. Tudo é retratado no filme, que mistura biografia com ficção, mostrando que o próprio diretor já tinha virado um personagem. Também está ali a certeza de apostar na proposta diferente de Psicose, mesmo com tantas pessoas inconformadas com a escolha de Hitchcock pelo enredo. 

Não faltam referências aos filmes do diretor e fica explícita a participação da esposa, Alma, em todos os aspectos da vida de Hitchcock. Do pessoal até o profissional. Se Anthony Hopkins está perfeito no papel principal, Helen Mirren pôde dar vida à mulher que poucos conheciam, mas que aqui ganha vida e sentimento. 


Scarlett Johansson e Jessica Biel fazem os papéis de Janet Leigh e Vera Miles. A escolha delas cabe certinho no papel que as atrizes originais tinham na época: belas e famosas, não somente pela interpretação. Tem ainda a figuração de luxo com Toni Collette, sempre bem em qualquer personagem, de grande ou pequeno destaque. 

Além de mostrar um pouco da vida do diretor, somos brindados com pequenas curiosidades sobre as gravações e edição de Psicose. Para os fãs de Hitchcock, um presente que faltava. Pra quem não conhece as obras dele, vale a pena conhecer mais sobre esse mito. De preferência, assistir antes ao filme que é citado nessa homenagem.


Assista ao Psicose, aqui, agora!

Curti: Não tem como não amar qualquer obra que envolve Alfred Hitchcock. Diretor que estava à frente do seu tempo. Tanto que já implantava algo parecido ao 3D em 1954! 

Não curti: Se sobram curiosidades sobre a vida pessoal do diretor, faltam sobre o filme. Com certeza, os fãs mais xiitas ficarão a ver navios.

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2 comentários

  1. O personagem é muito interessante, mas difícil de ser dramatizado. Os bastidores de 'Psicose' talvez sejam os mais conturbados da carreira do mestre e realmente prendem a atenção, mesmo deixando de fora fatos conhecidos, como a decisão de filmar em preto e branco ou a utilização de chocolate para simular o sangue na cena do banho. A vida pessoal do casal acaba tendo um peso muito grande no filme e não tem grande interesse, mas o pior de tudo está na escalação do ator principal, Anthony Hopkins é Anthony Hopkins, ele não é Alfred Hitchcock. Obviamente a escolha teria que recair em um ator desconhecido ou ao menos com alguma semelhança física com Hitch, Hopkins tem no máximo o sotaque. Uma escolha lamentável. A amarração do filme é frouxa, culpa da inexperiência do diretor. Sendo bondoso: um filme razoável.

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  2. Ótimas observações, Armando! Mas acho que a vida pessoal é o que diferencia esse filme de uma simples entrevista dele ou de outros vídeos de Hitchcock que já existem pela internet ou foram divulgados pela tv. Sobre Hopkins, escolha pensada em estratégia de marketing. Mesmo o diretor de Psicose sendo tão famoso e tendo tantos fãs, eram necessárias figurinhas carimbadas pra atrair a atenção do grande público, certo? Obrigado por visitar o blog. Daqui a pouco visito, mais uma vez, o Listas de 10!

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