CQC Dani Calabresa

Piradinhas

12:45Guilherme Correa

Sorrir é simples, mas nem todos conseguem fazer disso uma forma de ganhar a vida. A televisão, vez ou outra, tenta criar humoristas pra que o telespectador tenha outras opções além da realidade dos telejornais ou a ficção das novelas. Dois programas se destacam nessa leva atualmente, o Pânico na Band e o CQC. Os dois programas, além de fazerem parte da mesma emissora, têm outra coisa em comum: se apóia em mulheres pra manter a graça e a audiência.


O Pânico conta com as panicats, alvo de críticas das mais feministas. Segundo os próprios integrantes, as musas são justamente uma sátira do culto criado em torno das mulheres na mídia. Claro que ali, Sabrina Sato continua reinando. Sua beleza escultural e a simplicidade caipira rendem risadas e cenas impagáveis, como as entrevistas da japa com artistas internacionais. Provavelmente Sabrina é a única artista brasileira com status de superstar. Ela não sai de casa sem guarda-costa, motorista, carro blindado, equipe que cuida da imagem - coisa de diva hollywoodiana. Grande virada de jogo pra quem surgiu como bailarina do Faustão e nas telas do BBB. De boba, essa caipira não tem nada. 


Já o CQC conta com duas mulheres. Monica Iozzi foi a primeira a integrar a trupe, em 2009, depois de ganhar merecidamente um concurso pra escolher o novo abelhudo do programa. Têm agilidade, piadas afiadas, na ponta da língua e pra qualquer assunto. Os momentos mais engraçados aconteceram em Brasília, quando surpreendia muitos políticos com perguntas bem diferentes das costumeiras. 


Como se ela não fosse suficiente, desde o início deste ano o CQC conta também com Dani Calabresa. Desculpem-me os fãs de Adnet, mas naquela casa, engraçada mesmo é a esposa dele. Calabresa, que já demonstrou todo o seu talento em programas como o Furo MTV, Quinta Categoria e as esquetes hilárias do Comédia MTV é, com certeza, o destaque do humor nacional dos últimos anos. Nunca uma mulher foi capaz de provocar tantas risadas, em tantas plataformas diferentes. Na televisão ou na internet, Calabresa provoca o riso de forma fácil, nada forçado. Com uma imitação tosca, com uma cara estranha, com o sotaque rasgado e se tornou o maior trunfo do CQC, ultrapassando até mesmo o TOP Five.


A ideia inicial era apresentar a Dani ao grande público do CQC, num quadro parecido com o que ela já fazia no Furo MTV, comentando as notícias da semana. O problema é que ali estava engessada. Notando isso, logo trataram de mandar a humorista pra rua, fazer entrevistas com o público e com artistas. Uma mistura de jornalismo gonzo, humorismo, palhaçada, enfim, tudo o que esperávamos dessa artista que sabe fazer tudo isso melhor do que ninguém. A expectativa agora é pelo tal programa solo que Dani pode ganhar ainda este ano na Band. Que não seja um mico como foi o que o marido ganhou na Globo. Gosto muito dos trabalhos de Fernanda Young e Alexandre Machado, mas “O Dentista Mascarado” não era tão inspirado quanto os outros trabalhos da dupla.


((Não vou citar aqui Tatá Werneck, outra hilária e brilhante comediante, mas que vai viver um grande dilema na carreira após a novela. Onde vão encaixar a Tatá depois? Mas que ela está impagável na novela, isso ela está!))

Curti: Mulheres no humor. Elas podem ser bonitas e fazer rir. Dani Calabresa é o melhor exemplo, assim como muitas outras. Mônica Martelli, Monica Iozzi, a lista é grande.


Não curti: Demoraram pra aproveitar melhor Dani Calabresa no CQC. Também fica a dúvida de como poderá ser o tal programa que a humorista pode ganhar na emissora. 

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