Prepare o seu espanhol! Pedro Almodovár está de volta aos
cinemas, agora com a comédia "Amantes Passageiros". Se fosse passar na Sessão da Tarde seria taxada
como’ muito, muito louca’. São várias histórias, na maioria do tempo em um
único ambiente: um avião que decolou e não consegue pousar.
O deslize causado por dois longos parceiros do diretor, Antonio
Bandeiras e Penélope Cruz, logo no início do longa, é o que provoca uma comoção
desenfreada dentro da aeronave. Comoção que beira ao exagerado, ao caricato,
mas engraçado, de um modo bem Almodovár. Um trio de comissários de bordo,
disfuncional e bem alegre, tenta fazer com que os passageiros enfrentem a
situação da melhora maneira possível. Isso inclui bastante bebida alcoólica,
drogas e um número musical bastante brega.
Tem humor escrachado, piada com peido, metáforas ao mundo moderno versus idiotice humana e até um pouco de drama, que parece bem deslocado em meio à confusão. Por mais linda e fotogênica que seja Blanca Suárez, a história dela e do ator que está dentro do avião poderia ser facilmente descartada. Já Lola Dueñas, figura fácil nos filmes do diretor e que vive uma sensitiva e virgem no longa, está impagável com suas caras e bocas, assim como Javier Cámara.
E se for assistir ao filme, saiba que o sexo é um dos principais assuntos tratados. Como sempre, o tema tem bastante destaque nas obras de Almodóvar. Pode ser a forma irônica que o diretor encontra de tratar o assunto que continua sendo um grande tabu. Pouco antes do fim, parece que estamos assistindo a uma chanchada, que também critica levemente a religião e a crise econômica da Espanha. No quesito direção de arte, fotografia e técnica, mais do mesmo: cores fortes, planos longos, diálogos afiados. Time em que se ganha, não se mexe.
Tem humor escrachado, piada com peido, metáforas ao mundo moderno versus idiotice humana e até um pouco de drama, que parece bem deslocado em meio à confusão. Por mais linda e fotogênica que seja Blanca Suárez, a história dela e do ator que está dentro do avião poderia ser facilmente descartada. Já Lola Dueñas, figura fácil nos filmes do diretor e que vive uma sensitiva e virgem no longa, está impagável com suas caras e bocas, assim como Javier Cámara.
E se for assistir ao filme, saiba que o sexo é um dos principais assuntos tratados. Como sempre, o tema tem bastante destaque nas obras de Almodóvar. Pode ser a forma irônica que o diretor encontra de tratar o assunto que continua sendo um grande tabu. Pouco antes do fim, parece que estamos assistindo a uma chanchada, que também critica levemente a religião e a crise econômica da Espanha. No quesito direção de arte, fotografia e técnica, mais do mesmo: cores fortes, planos longos, diálogos afiados. Time em que se ganha, não se mexe.
Depois de um ótimo suspense (A Pele que habito) e um drama que eu gosto, mas muitos acham irregular (Abraços Partidos), Almodovár continua surpreendendo e Os Amantes Passageiros funciona muito bem.
Não curti: Tentar enfiar drama nessa comédia tão escrachada? Desnecessário!

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