Depois de muitos problemas no roteiro, gravações
intermináveis, efeitos toscos nos trailers, enfim chegou aos cinemas de todo
mundo “Guerra Mundial Z”. Ou “aquele filme com zumbis e Brad Pitt”. Milhares de
mudanças foram feitas para que a classificação indicativa do filme nos EUA
baixasse, mas a produtora já se aproveitava do burburinho e da fama dos zumbis,
além de contar com um dos maiores nomes do showbiz. Nunca se viu e ouviu falar
tanto dos moribundos como atualmente.
O filme é baseado no livro, de mesmo nome, escrito por Max Brooks e que não li.
Por isso vou me reter somente ao que assisti na telona. Começamos vendo um
mundo superpopuloso, consumista, com problemas econômicos e de ordem natural.
Um início que não poupa realities e até mesmo Wendy Willians e seu talk show. Depois somos apresentados à família de Brad
Pitt (a imagem de popstar dele é tão forte que até agora não lembro o nome do
personagem). Ele, mulher e duas filhas estão no centro da cidade, parados num
engarrafamento e, de repente, pessoas infectadas com alguma doença misteriosa
começam a atacar o que veem pela frente. E assim, tem início o famoso jogo de gato
e rato pela sobrevivência.
E quando chega até surpreende. O resultado poderia seguir qualquer linha sem pé
nem cabeça, mas não. É bem realista, se levar em conta um mundo em que os
zumbis existem aos montes e escalam prédios. As atuações também estão num nível
além do comum nessas franquias, como a turma de médicos que aparece nos minutos
finais. Tudo sem explorar o lado grotesco e nojento tão em moda nesses longas.
Não chega perto de Extermínio, um dos filmes de zumbis que mais gosto, mas pode
ser apreciado com bastante pipoca e refrigerante, sem medo de ser feliz ou dos
zumbis. Agora, vamos combinar, esse assunto de superpopulação e contágio traz
certo receio. Haja álcool gel e vacina pra tanta gente!
Curti: Brad Pitt no papel principal. Legal ver um figurão
desses no papel central de um filme de zumbis. O restante do elenco, que conta
com o eterno Jack de Lost, também manda bem e o filme é um bom divertimento
pros fãs do gênero. Aliás, se você curte moribundos, recomendo Extermínio e
Zumbilândia – o filme que tem Bill Murray!
Não curti: Quando, no fim, Brad Pitt fala que ‘não está nem perto de acabar’. O
filme é legalzinho, mas não precisa ter continuação. Um está de bom tamanho.
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