Brad Pitt Guerra Mundial Z

Vivo! Morto!

09:55Guilherme Correa

Depois de muitos problemas no roteiro, gravações intermináveis, efeitos toscos nos trailers, enfim chegou aos cinemas de todo mundo “Guerra Mundial Z”. Ou “aquele filme com zumbis e Brad Pitt”. Milhares de mudanças foram feitas para que a classificação indicativa do filme nos EUA baixasse, mas a produtora já se aproveitava do burburinho e da fama dos zumbis, além de contar com um dos maiores nomes do showbiz. Nunca se viu e ouviu falar tanto dos moribundos como atualmente.

O filme é baseado no livro, de mesmo nome, escrito por Max Brooks e que não li. Por isso vou me reter somente ao que assisti na telona. Começamos vendo um mundo superpopuloso, consumista, com problemas econômicos e de ordem natural. Um início que não poupa realities e até mesmo Wendy Willians e seu talk show.  Depois somos apresentados à família de Brad Pitt (a imagem de popstar dele é tão forte que até agora não lembro o nome do personagem). Ele, mulher e duas filhas estão no centro da cidade, parados num engarrafamento e, de repente, pessoas infectadas com alguma doença misteriosa começam a atacar o que veem pela frente. E assim, tem início o famoso jogo de gato e rato pela sobrevivência.

Até metade do longa, com quase duas horas de duração, vemos apenas mais um filme de zumbis. Muito morto-vivo, correria e efeitos bem melhores do que os mostrados nos trailers. O que realmente difere “Guerra Mundial Z” da mesmice do gênero é a explicação pra tentar salvar a humanidade da calamidade imposta pelos zumbis. E o expectador que aguarda por algo diferente tem que esperar sentado até que essa parte chegue. 

E quando chega até surpreende. O resultado poderia seguir qualquer linha sem pé nem cabeça, mas não. É bem realista, se levar em conta um mundo em que os zumbis existem aos montes e escalam prédios. As atuações também estão num nível além do comum nessas franquias, como a turma de médicos que aparece nos minutos finais. Tudo sem explorar o lado grotesco e nojento tão em moda nesses longas. 

Não chega perto de Extermínio, um dos filmes de zumbis que mais gosto, mas pode ser apreciado com bastante pipoca e refrigerante, sem medo de ser feliz ou dos zumbis. Agora, vamos combinar, esse assunto de superpopulação e contágio traz certo receio. Haja álcool gel  e vacina pra tanta gente!



Curti: Brad Pitt no papel principal. Legal ver um figurão desses no papel central de um filme de zumbis. O restante do elenco, que conta com o eterno Jack de Lost, também manda bem e o filme é um bom divertimento pros fãs do gênero. Aliás, se você curte moribundos, recomendo Extermínio e Zumbilândia – o filme que tem Bill Murray! 

Não curti: Quando, no fim, Brad Pitt fala que ‘não está nem perto de acabar’. O filme é legalzinho, mas não precisa ter continuação. Um está de bom tamanho. 

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