O professor de Simbologia Robert Langdon já visitou muitos
lugares nos livros de Dan Brown. Com certeza o Inferno deve ser o mais difícil
deles. E é justamente nele que somos levados no sexto livro do autor.
Aqui, a ideia de inferno é relatada através das referências
ao famoso livro de Dante, A Divina Comédia. Inferno é a primeira parte do
livro, seguindo pelos capítulos Purgatório e Paraíso. Tento explicar, sem
revelar muito: Robert Langdon acorda em um hospital de Florença, mas não sabe
onde está nem como foi parar ali. Daí pelas próximas páginas são corridas por
diferentes lugares do mundo, personagens suspeitos e mistérios que envolvem
questões de religião e ciência.
Como sempre, o autor jogou no Google algum assunto polêmico,
mas desconhecido do grande público e usou o tema como fonte de inspiração pra
obra. A narrativa é exatamente a mesma dos outros livros, desconstruída, sempre
com novidades em cada página, fazendo com o leitor voe pelos capítulos. Minha
parte preferida nos livros de Dan Brown são as referências de imagens e locais.
Leio o livro com o celular ou computador ao lado. Cada citação dou uma olhada
pra ver se a imagem ou o local é realmente daquela forma.
Pra quem já é fã do autor, também não será muito fácil criar qualquer confiança
em algum personagem. Todos são suspeitos até o fim do livro, assim como
qualquer palpite do destemido professor
de Harvard pode estar errado. E quando você acha que o livro se encaminha pro
final, mais uma reviravolta. Um dos pontos positivos fica por conta da companheira
de Robert nesta jornada. Bela e inteligente, Sienna Brooks também guarda
segredos. Seria ela antagonista? Só lendo. E até o fim.
Gostando ou não, se deixando levar pela fama do autor, é
indiscutível o papel de Dan Brown na cultura literária atual. Só no Brasil,
suas obras já venderam quase cinco milhões de exemplares. E todo tipo de
leitura é sempre bem-vinda. Mesmo repetindo fórmula, Dan Brown sai mais uma vez
com resultado positivo. E mesmo após o término do livro, o leitor continua
refletindo sobre ele.
Inferno, de Dan Brown. 448 páginas, Editora Arqueiro.
Curti: Dan Brown é o mestre das
referências. Os livros são uma verdadeira aula de história. Inferno também
entra na lista e não decepciona nesse sentido. Também curti bastante os
assuntos ‘polêmicos’ tratados neste livro – que por motivos óbvios não poderei
citar aqui.
Não curti: Quem já não agüenta mais a mesma fórmula, vai se decepcionar. É
tudo parecido: acontece muita coisa, em pouco tempo. E se vier mais uma
adaptação pro cinema, sem peruca no Tom Hanks, por favor.
3 comentários
Cabei de ler. Achei o fim - ou melhor, o desenrolar da trama e as necessárias explicações - um tanto quanto confuso, mas, enfim, valeu a leitura. O que mais curto tbem são as referências aos locais (preciso muito de Florença na minha vida, agora). Achei interessante, dou nota 6,0. O mais interessante, no entanto, foi que larguei esse e comecei World War Z e, né, geral com roupa de biossegurança e o escambau. Minha mente paranoica temeu.
ResponderExcluirMas o War Z não segue a mesma linha de narrativa dos livros do Dan? Até pensei em comprar, mas fiquei em dúvida.
ExcluirNãooo, tem nada a ver com Dan Brown, foi só a duplicidade de referências, hehehe... Putz, tô na metade e amando mais a cada página. Sensacional.
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