“Uma Noite de Crime – Anarquia” Ć©, sem dĆŗvidas, melhor que o primeiro filme lanƧado em 2013. Isso nĆ£o quer dizer que a produção seja excepcional, muito pelo contrĆ”rio. A premissa segue interessante, mas o roteiro parte pra conclusƵes óbvias e repete fórmulas batidas.
O filme se passa no futuro, num dia em que o governo norte-americano permite quase todos os tipos de crime, sem consequĆŖncias legais. No primeiro filme, o foco era uma famĆlia que tinha a casa invadida. Neste segundo acompanhamos trĆŖs histórias diferentes: mĆ£e e filha que tentam sobreviver, casal que fica sem combustĆvel na hora em que os crimes comeƧam e um homem que quer aproveitar a data pra se vingar.
A divisĆ£o dessas histórias Ć© o ponto alto do longa, quando cada uma delas poderia se desenvolver melhor. Mas o filme vai pelo caminho mais insosso, juntando todos num só grupo. Dali pra frente Ć© correria, tiros e situaƧƵes que, claro, só poderiam acontecer na ficção. O clima de suspense ocupa grande parte do tempo, mas a história se perde e a busca pela vinganƧa do homem que cisma em ajudar todos nĆ£o provoca maiores expectativas. O clĆmax fraco, porĆ©m bem melhor que o do primeiro longa, reforƧa que uma terceira parte deve chegar aos cinemas em 2015.
AtĆ© lĆ” os roteiristas poderiam explorar ainda mais a participação do governo nesta ideia maluca proposta pelo filme e se aprofundar nos personagens. A trilha e a fotografia se encaixam perfeitamente na produção. As locaƧƵes sĆ£o mais exploradas, tornando a sensação de inseguranƧa maior. Os atores sĆ£o bons e passam o clima estabelecido pelo gĆŖnero suspense. Mesmo assim, a saga “Uma Noite de Crime” deixa muito a desejar. Por enquanto, o foco parece ser nas mortes bizarras, no sangue computadorizado e em homens mascarados.

