“Toque de Mestre” Ć© um suspense que tem a mĆŗsica clĆ”ssica como pano de fundo. Um filme que remete ao mestre do gĆŖnero, Alfred Hitchcock, numa premissa que parece forƧada e complicada, porĆ©m com um resultado final bastante positivo. Grande parte do mĆ©rito estĆ” nas mĆ£os de Damien Chazelle, roteirista, e de Eugenio Mira, que dirige o longa.
A história foca no retorno aos palcos do jovem pianista Tom, interpretado por Elijah Wood, e no instrumento tocado por ele. à o objeto que guarda o segredo que permearÔ pelo filme. Ao começar o show, Tom encontra uma nota de ameaça de morte na partitura. Sem parar o espetÔculo, ele precisa achar uma forma de evitar a própria morte e a de outras pessoas.
Se o resumo se mostra exagerado, o mesmo nĆ£o acontece na tela. As situaƧƵes criadas convergem com a história e o modo como ela Ć© apresentada. A trilha do concerto deixa o clima ainda mais tenso, assim como a rapidez com que o personagem de Elijah toca o piano. A ideia de ter um assassino que surge apenas com a voz nĆ£o Ć© novidade no cinema, mas nĆ£o torna “Toque de Mestre” menos interessante. John Cusack, a voz do vilĆ£o, contarĆ” com a ajuda de um assistente para concretizar o plano.
Com sequências interessantes e referências à música instrumental, o filme se passa praticamente em um único ambiente. O teatro se torna o lugar perfeito nas mãos do diretor, onde a beleza do espaço se contrapõe ao terror vivido pelos envolvidos. O local é explorado desde o camarim, passando pela coxia, até explodir em suspense no palco.
Elijah Wood se mostra o ator certo pra manter o clima pesado exigido pelo longa. Ć bom ver o ator se aventurar por escolhas menos óbvias no cinema. Com um final bem elaborado e sem grandes furos no roteiro, “Toque de Mestre” nĆ£o Ć© nenhuma grande novidade, mas mantĆ©m com maestria o espectador entretido.

