Luc Besson Lucy

Pipoca

20:58Guilherme Correa

Luc Besson pode comemorar. O responsável pelo filme “O Quinto Elemento” e pela série “Nikita” entrega ao público “Lucy”: um filme divertido, nonsense e colorido. A produção brinca com a teoria não comprovada de que o homem usa apenas 10% da capacidade do cérebro. E nem é preciso usar mais que isso pra entrar na onda do diretor e roteirista. O modo como a história é contada, além das boas atuações, torna o inaceitável em palatável.


Lucy, interpretada por Scarlett Johansson, está em Taiwan e, sem querer, acaba se tornando mula de uma nova droga sintética bastante poderosa. O entorpecente é escondido na barriga, mas acaba se espalhando pelo organismo. A droga é tão forte que faz com que Lucy consiga usar muito mais a capacidade cerebral do que os pobres mortais.


Sim, a história é bem louca e o filme eleva isso a outras potências - tudo para entreter o espectador. A ação é na dose certa. Com poder em mente e em mãos, Lucy se torna uma verdadeira máquina. Atira ou faz uma pessoa levitar quando precisa. Ao descobrir o que leva no corpo, Lucy quer que a droga seja usada para outros fins. Pra isso, contará com a ajuda do Professor Norman (Morgan Freeman), estudioso da tal teoria.

Trilha e edição trabalham juntas e o resultado não é tão frenético. É possível desfrutar do filme e acompanhar as suposições científicas que surgem na telona.  Scarlett Johansson consegue encarnar a personagem e surge mais poderosa do que em sua empreitada anterior, no fraco “Sob a Pele”. Morgan Freeman também traz mais peso ao longa, tornando a história ainda mais aceitável.



“Lucy” consegue dosar bem todos os pontos fortes dos longas de ação e ficção científica. É aquele famoso filme pipoca, perfeito pra passar o tempo, com sal na medida certa.  

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