Amanda Seyfried cinema

Pouco profundo

17:42Guilherme Correa

Não sei quem teve a ideia, mas mostrar a vida da mulher que ficou conhecida mundialmente por causa de uma cena de sexo oral é controverso. Primeiro que poucos realmente lembram quem era Linda Lovelace. A segunda questão é se ela seria realmente importante pra cultura e história dos EUA a ponto de ter um filme. E por último, claro, mostrar os bastidores da tão polêmica cena que originou o nome do longa “Garganta Profunda”.


Não, “Lovelace”, não é um filme pornô e não se aprofunda nesse universo. O objetivo é mostrar o quanto Linda foi influenciada, sofrida e atordoada após se tornar uma estrela do sexo, o que ela realmente não era (como comprova a vida simples que Linda escolheu fora do estrelato).

No papel principal, temos Amanda Seyfried, que prova ser uma workaholic pelo número de produções em que aparece recentemente. A loira é bonita, tem talento, se entrega ao personagem em cenas sensuais, mas não ganha nenhum momento memorável na película - culpa da direção de Rob Epstein e Jeffrey Friedman. Se puder destacar uma cena, se sobressai a do dia em que a filha pede ajuda à mãe, pra fugir do marido violento.



Também fazem parte do filme Peter Sarsgaard, Adam Brody e uma Sharon Stone quase irreconhecível no papel de mãe de Linda. Sobre o filme que motivou esta biografia, poucas revelações. Nada que possa surpreender, nenhum momento impactante que fará você chorar ou refletir sobre a vida.

Talvez por não ter excessos, não mergulhar de cabeça no drama, ou explorar a fuga da fama de pornstar da protagonista, a produção peca por não ser marcante ou relevante.


Curti: A trilha sonora, a fotografia, os cuidados com o figurino. A estética de "Lovelace" é bem bacana.

Não curti: O final do filme, se fosse melhor explorado, podia até melhorar a produção de modo geral. Mas pouco se aproveita da fase mais “feminista” e consciente de Linda.

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