Ainda é cedo pra dizer, apenas um episódio foi ao ar. Mas a
série A menina sem qualidades, que a MTV estreou ontem, pode figurar como uma
das melhores apostas do canal nos últimos anos.
A trama é a primeira incursão da emissora na teledramaturgia. A história, baseada no livro de mesmo nome da escritora alemã Juli Zeh, foca em Ana, garota de 16 anos, inteligente acima da média, mas que precisa lidar com o resto do mundo e com pressões psicologias.
No primeiro episódio vemos Ana em um relacionamento
homossexual, apanhando dos colegas da escola, contando a mãe que não gosta do
próprio corpo e espancando outro aluno. A trilha sonora é um caso à parte. Cat
Power, DeFalla e a bela canção I am the
cosmos, de Chris Bell, complementaram com perfeição a estética proposta
pelo peruano Inti Briones, aqui responsável pela fotografia. Todo o desenrolar
da cena na piscina é incrível. A calma da água refletindo nas paredes e violência
diante dos olhos. Que imagens!
A missão de fazer uma menina de 16 anos com tantos aspectos psicológicos profundos ficou com Bianca Comparato. Pra quem assistiu Avenida Brasil, Bianca era Betânia, colega da Nina/Rita. A atriz, de 27 anos, precisou buscar dentro dela uma menina de apenas 16 anos. Na maioria das cenas ela é extremamente convincente. Em outras não, como nas cenas em que fuma. O simples fato de ela segurar o cigarro daquela forma já destoa de como uma menina de 16 anos faria. Algo simples, eu sei, e que não tiro o brilho da ótima atuação.
Como disse antes, isso tudo aconteceu em apenas um episódio, que não decepcionou e mostrou que boas ideias podem ganhar a televisão brasileira em forma de série. Ainda mais que, na tela, vemos uma menina que não busca acertar, mas sim viver da melhor forma com o mundo. Mesmo que para isso seja preciso esmurrar o que não a agrada.
A missão de fazer uma menina de 16 anos com tantos aspectos psicológicos profundos ficou com Bianca Comparato. Pra quem assistiu Avenida Brasil, Bianca era Betânia, colega da Nina/Rita. A atriz, de 27 anos, precisou buscar dentro dela uma menina de apenas 16 anos. Na maioria das cenas ela é extremamente convincente. Em outras não, como nas cenas em que fuma. O simples fato de ela segurar o cigarro daquela forma já destoa de como uma menina de 16 anos faria. Algo simples, eu sei, e que não tiro o brilho da ótima atuação.
Como disse antes, isso tudo aconteceu em apenas um episódio, que não decepcionou e mostrou que boas ideias podem ganhar a televisão brasileira em forma de série. Ainda mais que, na tela, vemos uma menina que não busca acertar, mas sim viver da melhor forma com o mundo. Mesmo que para isso seja preciso esmurrar o que não a agrada.
A menina sem qualidades. De segunda a quinta-feira, meia
noite, na MTV. 12 episódio. Direção: Felipe Hirsch.
Curti: Estética,
trilha, edição e atuações da série. Nota 10.
Não curti: Podia ir ao ar um pouco mais cedo, quem sabe às 23h00. Talvez o horário das 00h foi escolhido por causa da classificação da série (maiores de 16 anos).
Não curti: Podia ir ao ar um pouco mais cedo, quem sabe às 23h00. Talvez o horário das 00h foi escolhido por causa da classificação da série (maiores de 16 anos).
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