O Grande Gatsby

Um grande perdido

10:32Guilherme Correa


Não li o livro de F. Scott Fitzgerald, nem assisti às outras versões para o cinema da história, mas a recente releitura de O Grande Gatsby não vale o ingresso. Num breve resumo, no filme conhecemos Nick Carraway (Tobey Maguire). Nick tinha um fascínio por seu vizinho, o misterioso e milionário Gatsby (Leonardo DiCaprio). Depois de uma festa na casa de Gatsby, os dois se conhecem e começam uma amizade. Daí Nick descobre que seu rico amigo tem uma antiga paixão pela prima dele, a Daisy (Carey Mulligan). 




Um romance aparentemente simples se Daisy já não fosse casada. Ou seja, a velha história do triângulo amoroso. A estética do filme, os figurinos e as cenas das grandes festas promovidas pelo homem que dá nome ao filme não preenchem o buraco deixado pelo roteiro e pela direção de Baz Luhrmann (que dirigiu Molin Rouge e Romeu+Julieta). O filme não faz nenhum esforço pra que você torça por algum dos personagens ou sofra com eles. É tudo muito raso, sem grandes explicações. A forma como é contada a vida de Gatsby antes de se tornar milionário chega a dar sono – justamente quando o expectador espera por algo a mais.

Nem o trio de atores que devia segurar o filme consegue a proeza. Carey Mulligan está apática. Tobey e Leonardo também estão indiferentes.  Ou seja: se você tem atores bons e isso acontece, só pode ser culpa da direção.

O que o filme tem de bom? A trilha sonora. Guarde o dinheiro do ingresso e compre a trilha. Garanto que não serão mais de duas horas perdidas.

Curti: A trilha de O Grande Gatsby. Tem de tudo! Sai, Jay-Z, Beyoncé, Lana Del Rey e uma versão delicia de Crazy in Love feita por Emeli Sandé. Mas a estratégia de usar músicas atuais em possíveis releituras, ou até mesmo as originais, lembra muito o que Sofia Coppola fez em Maria Antonieta. 



Não curti: O filme é perda de tempo. Mesmo. Uma pena ver atores tão bons, uma trilha magnífica, num roteiro vago, numa direção fraca.

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