Não li o livro de F. Scott Fitzgerald, nem assisti às outras
versões para o cinema da história, mas a recente releitura de O Grande Gatsby
não vale o ingresso. Num breve resumo, no filme conhecemos Nick Carraway (Tobey
Maguire). Nick tinha um fascínio por seu vizinho, o misterioso e milionário
Gatsby (Leonardo DiCaprio). Depois de uma festa na casa de Gatsby, os dois se
conhecem e começam uma amizade. Daí Nick descobre que seu rico amigo tem uma
antiga paixão pela prima dele, a Daisy (Carey Mulligan).
Um romance aparentemente simples se Daisy já não fosse
casada. Ou seja, a velha história do triângulo amoroso. A estética do filme, os
figurinos e as cenas das grandes festas promovidas pelo homem que dá nome ao
filme não preenchem o buraco deixado pelo roteiro e pela direção de Baz
Luhrmann (que dirigiu Molin Rouge e Romeu+Julieta). O filme não faz nenhum
esforço pra que você torça por algum dos personagens ou sofra com eles. É tudo
muito raso, sem grandes explicações. A forma como é contada a vida de Gatsby
antes de se tornar milionário chega a dar sono – justamente quando o expectador
espera por algo a mais.
Nem o trio de atores que devia segurar o filme consegue a
proeza. Carey Mulligan está apática. Tobey e Leonardo também estão
indiferentes. Ou seja: se você tem
atores bons e isso acontece, só pode ser culpa da direção.
O que o filme tem de bom? A trilha sonora. Guarde o dinheiro
do ingresso e compre a trilha. Garanto que não serão mais de duas horas
perdidas.
Curti: A trilha de O Grande Gatsby. Tem de tudo! Sai, Jay-Z,
Beyoncé, Lana Del Rey e uma versão delicia de Crazy in Love feita por Emeli
Sandé. Mas a estratégia de usar músicas atuais em possíveis releituras, ou até
mesmo as originais, lembra muito o que Sofia Coppola fez em Maria Antonieta.
Não curti: O filme é perda de tempo. Mesmo. Uma pena ver
atores tão bons, uma trilha magnífica, num roteiro vago, numa direção fraca.
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